The doctor has the cure

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According to Anita Novinsky, a third of all Portugueses to come to Brazil in the first decades of colonization was of New Christians. In the 17th century, that population came to 75% among free men. If it lacked any doubt about the Brazilian nazi being the dumbest among that stupid sort of people, it lacks no more.

As the Jews were forced to convert into Christianity, they adopted local names. Some say they took into consideration phonetical similarities. Because those names were not exclusive to New Christians, it’s impossible to know just by family name if a Brazilian descends from Jews. Nonetheless one can’t deny that there are Jewish roots among the roots of the brazilian.

And so this is the comedy of the Brazilian “morenazi” (moreno = dark or darker skinned), member of the most mixed-race people in the planet, professing white supremacy. If they were not so dangerous, they’d be funny…

Ah, and if the new trend among nazi-fascists is to persecute Muslims, we must not forget the Muslim population that inhabited the Iberian Peninsula. Part of the New Christians were of Islamic origin. Which means the are surely a lot of descendents of Muslims marching in demonstrations, demanding that Muslins be kicked out of the country…

Of all stupidities, racism must be the biggest one.

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O doutor tem a cura

Hey, do you speak English? Check out the translated version!
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Segundo Anita Novinsky, um terço dos portugueses à chegar ao Brasil nas primeiras décadas da colonização era de cristão novos. No século XVII, essa população chega a 75% entre os livres. Se ainda faltava alguma dúvida de que o nazista brasileiro consegue ser o mais burro dentro dessa categoria estúpida de pessoas, não falta mais.

Conforme os judeus eram forçados a se converter ao cristianismo, adotaram sobrenomes locais. Dizem que levavam em consideração semelhanças fonéticas. Como esses nomes não eram exclusivos aos cristãos novos, é impossível saber apenas pelo sobrenome se um brasileiro descende de judeus. Apesar disso, não se pode negar que há raízes judaicas entre as do brasileiro.

Portanto essa é a comédia do “morenazi” brasileiro, membro do povo mais miscigenado do planeta professando supremacia branca. Se não fossem tão perigosos, seriam cômicos…

Ah, e se a moda agora entre os nazifascistas é perseguir muçulmano, não devemos esquecer da população muçulmana que habitava a Península Ibérica. Parte dos cristãos novos era de origem islâmica. Ou seja, com certeza há um monte de descendente de muçulmano fazendo passeata para expulsar muçulmanos…

De todas as imbecilidades, racismo deve ser a maior.

Lésbicas em Revolta, Grupo de Estudos Anarquistas na UERJ

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Evento: clique aqui.
1/09/2017, 18:00, no 9º andar da UERJ.

No mês da Visibilidade Lésbica, a próxima sessão do grupo de estudos trará a debate o tema muito negligenciado pelos movimentos políticos, inclusive os ditos revolucionários. O texto disparador escolhido, apesar de não ter viés anarquista, abarca as mais diversas discussões do movimento lésbico-feminista e foi escrito por Charlotte Bunch – feminista defensora do separatismo lésbico.

Texto disparador: https://drive.google.com/open?id=0B30J_-tXvG_VM1VuTWJvQ2JHZzQ

Mirror: Lesbicas em revolta

Porque eu defendo que Anarquismo é de esquerda

Eu crio uma página nova no Facebook e então ele a bloqueia porque fiz postagens de dois locais diferentes em um curto espaço de tempo. Nem mesmo me notificou, apenas tirou meu acesso a ela enquanto admin! Só dor de cabeça… Anyway…

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Esses revolucionários franceses sabiam mesmo se divertir! Pena que chegavam a perder a cabeça…

Esse post vai bater de frente com a primeira postagem que eu fiz nesse blog (tecnicamente, a segunda). Mais à frente eu amarro essas pontas.

É comum hoje que pessoas digam que Anarquismo não é de esquerda e nem de direita. Eu já considerei tal possibilidade enquanto ninguém me dava bons motivos para pensar algo diferente. Mas cheguei à minha própria conclusão e vou responder aqui rapidamente porque eu digo que Anarquismo é de esquerda.

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Roda de Conversa sobre Anarquismo e Supremacia Branca (Rio de Janeiro)

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Convidamos à todos pra nossa próxima roda de conversa!
O texto escolhido da vez é o primeiro capitulo ”Uma Análise da Supremacia Branca” – do livro ”Anarquismo e Revolução Negra” do anarquista americano Lorenzo Komboa Ervin, ex-pantera negra e militante da Black Autonomy Federation, resgataremos esse livro que, apesar de escrito na década de 70, só foi lançado no Brasil em 2015 e serve como ferramenta para luta contra a supremacia branca e o racismo.

O grupo se reune sempre na UERJ, no nono andar, as 18:30 e é aberto a todos.

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Barreiras para a união das lutas

Jogo da Direita

 

 

 

 

Os movimentos identitários são muito importantes por atacar problemas mais específicos que costumam ser eclipsados por pautas mais gerais, porém o discurso que eles vêm usando é péssimo por motivos que destacarei aqui.

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Sobre matriarcado, visão pessoal

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Meu pai morreu faz quatro dias. Eu desabei. Nunca pensei que pudesse sentir tamanha dor. Acho que me sentirei incapacitado por mais alguns dias. Todos os meus pensamentos doem, porque meu pai faz parte de todas as equações na minha mente, mas agora sua variável está vazia. Quando minha mãe morreu 19 anos atrás, sofremos por mais de um ano antes de seu fim. Dessa vez, uma semana após dar entrada no hospital, meu pai morreu. Foi tudo rápido demais para absorver. Imaginem quando alguém morre subitamente, então? Só consigo imaginar quão atordoados os parentes e amigos ficam.O que me surpreende nisso tudo é a força e a iniciativa de minha irmã. Assim como eu, ela está muito triste. Porém não parou de resolver problemas de ordem burocrática criados pela morte de nosso pai. Com muito poucos intervalos para descanso, ela vai para lá e para cá resolver coisas. O máximo que eu tenho feito é levar as contas que sobraram para caixas eletrônicos e pagá-las por débito em conta. Quem faz a parte complicada é ela e eu só contribuo com os recursos. Parece que eu estou a explorá-la, não? Mas ela nem quer que eu me meta no que ela já está fazendo para evitar confusões!

É surpreendente o talento dela para administração, mas quando eu parei para pensar melhor, o cérebro da nossa casa, durante a minha infância e adolescência, era minha mãe. Foi só ela morrer para meu pai perder o juízo e tomar o máximo de decisões erradas possíveis. Mesmo que meu pai se achasse o chefe da casa, a última palavra era sempre a da minha mãe. E antes da minha mãe na vida de meu pai, veio a mãe dele, cuidando sozinha de sete filhos! E foi então que eu percebi que, do lado de meu pai até aqui, nossa família sempre foi matriarcal!

Não é como se minha irmã fosse perfeita e eu nunca a corrigisse, ou como se eu não tivesse liberdade nenhuma. Acontece que é ela quem tem as boas ideias. É ela que tem o conhecimento de como proceder numa situação de necessidade. Por que eu iria bater de frente com ela quando ela está fazendo tudo certo? Para mostrar que eu não sou subalterno? Não é uma relação de autoridade, mas de confiança.

Eu tenho a impressão de que o resto da humanidade seja como na minha família. Não digo que toda mulher tenha talento administrativo nem que nenhum homem tenha, mas é provável que o gênero feminino leve uma grande vantagem estatística nisso, assim como a maioria dos grandes humoristas são homens (independente de quantas Tatá Werneck e Tina Fey existam). Não me interessa o debate “nature vs. nurture”, eu não quero saber de onde isso vem. Mas eu acho que a maioria das mulheres tem um talento para cuidar das coisas e foi justamente por isso que o homem tem oprimido a mulher. Através da força, o homem dominou esse ser maravilhosamente capaz que é a mulher por seus talentos inestimáveis. A violência foi a forma como o homem compensou sua inaptidão para manter as casas e as comunidades funcionando.

Patch Adams, aquele médico que virou filme, na verdade tem como objetivo acabar com o capitalismo e promover um matriarcado de avós. Avós sempre recebem bem suas famílias e amigos de seus familiares. Se a avó tiver comida, ela dividirá. Nos primórdios da civilização, as mulheres tomaram conta dos alimentos e administraram a distribuição. Foi o homem que criou a propriedade privada. Foi o homem que transformou a mulher em escrava. Foi o homem quem nos colocou nesse ciclo sem fim de guerras. Foi o homem que inventou a moeda para pagar seus exércitos. Foi o homem que hierarquizou nossa existência.

Se há mulheres levadas a agir como o homem médio, talvez seja hora de nós homens aprendermos a agir mais como a mulher média, independente de orientação sexual ou cromossomos.