Roda de Conversa sobre Guerra dos Discursos e Tática Black Bloc – Rio de Janeiro

20430076_723938991132066_5337192230180174177_nNessa sessão, discutiremos o último capítulo da dissertação de mestrado recém defendida por JUAN FILIPE LOUREIRO MAGALHÃES sob orientação do Prof. Dr. Wallace Moraes pelo PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM HISTÓRIA COMPARADA do IFCS. A dissertação, intitulada TERROR NAS ENTRELINHAS: O conceito de terrorismo como um discurso de poder político e suas apropriações ideológicas, analisa o uso do conceito de terrorismo e suas diversas apropriações nas guerras discursivas. O último capítulo, APROPRIAÇÕES DISCURSIVAS EMPÍRICAS E A TÁTICA BLACK BLOC, é um estudo de caso empírico acerca da tentativa de classificação da tática Black Bloc como uma ação de cunho terrorista. JUAN FILIPE LOUREIRO MAGALHÃES estará conosco e apresentará seu trabalho para subsequente debate. Segue o link para o texto:

JUAN FILIPE LOUREIRO MAGALHÃES – TERROR NAS ENTRELINHAS: O conceito de terrorismo como um discurso de poder político e suas apropriações ideológicas, UFRJ, Programa de Pós-graduação em História Comparada, 2017

Será no nono andar da UERJ!

Link para evento no Facebook.

Roda de Conversa sobre Guerra e Capital (Alliez & Lazzarato) – Rio de Janeiro

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Atendendo aos pedidos, vamos discutir novamente a Introdução do livro ‘Guerra e Capital’, Aos nossos Inimigos, de Eric Alliez e Maurizio Lazzarato, lançado em 2016 e ainda inédito no Brasil. A introdução foi traduzida especialmente para o debate anterior e será acrescida de novos trechos, dando continuidade à divulgação da obra (esta é a meta!). De qualquer modo, agora todos terão tempo de ler o que já foi traduzido.

O texto analisa a conjuntura atual do capitalismo

 sob o prisma da Guerra permanente e continuada.

“O capitalismo e o liberalismo trazem a guerra na barriga como as nuvens trazem a tempestade. Se a financeirização do fim do século 19 e do começo do 20 conduziu à guerra total e à Revolução Russa, à crise de 1929 e às guerras civis europeias, a financeirização contemporânea nos leva à guerra civil global reconfigurando todas as suas polarizações.”

 

 

“A guerra, a moeda e o Estado são forças constitutivas ou constituintes, quer dizer, ontológicas, do capitalismo”.

“O capital não é um modo de produção sem ser ao mesmo tempo um modo de destruição – afirmam os autores de “Guerres et capital”. A acumulação infinita que alarga continuamente os seus limites para os recriar de novo é ao mesmo tempo uma destruição ampliada ilimitada. Os ganhos de produtividade e os ganhos de destrutividade progridem lado a lado. Eles se manifestam na guerra generalizada que os cientistas preferem chamar Antropoceno, em vez de Capitaloceno, ainda quando, à toda evidência, a destruição dos nossos ambientes não tenha começado com o “homem” e suas necessidades crescentes, mas com o Capital”.

9º Andar da UERJ as 18:30!
Sala ainda à confirmar!

Download:
Guerra e Capital – Introdução revisada

 

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NOTA PÚBLICA DO ADEP CONTRA A CRIMINALIZAÇÃO INTERNA AOS MOVIMENTOS SOCIAIS

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Nosso Inimigo é o Capital e o Estado que o mantém

AÇÃO DIRETA EM EDUCAÇÃO POPULAR – ADEP·SÁBADO, 1 DE JULHO DE 2017

O ADEP vem por esta nota se manifestar sobre a contraposição absurda que vem sendo propagada de modo irresponsável por alguns indivíduos e coletivos entre apoiar a Liberdade de Rafael Braga e apoiar outros peseguidos políticos de origem supostamente burguesa (mesmo que ‘ou não!’) ou supostamente brancos (mesmo que ‘ou não!’), particularmente os 23 militantes presos arbitrariamente na véspera da final da Copa do Mundo em 2014, e ainda hoje processados sem sentença. Consideramos primariamente que as perseguições do Estado são complementares e não antagônicas. É preciso saber quem são nossos inimigos para também identificarmos corretamente quem são nossos amigos. Dizendo isso, assumimos que estamos vivendo em uma guerra e que a contraposição aludida serve aos nossos inimigos para nos exterminar mais facilmente. Isso não significa negar a existência do privilégio de classe e de cor que alguns entre os 23 têm. Mas admitir tal privilégio não inclui dizer que o Estado deveria ser sim arbitrário e violento para com eles, afinal ele é assim com aqueles que não gozam de tal privilégios. Esta posição mira no alvo errado e acerta a si mesmo, já que o Estado racista, assassino, arbitrário é ainda o mesmo Estado. Consideramos também que na guerra que nos encontramos, guerra de classe, de raça, de gênero, os oprimidos não são jamais os culpados responsáveis ou provocadores da violência que sofrem. Este ponto é muito importante. Pois o discurso de contraposição aludido muitas vezes assina embaixo da criminalização. Jamais alguém que sofre violência policial em um ato é culpado pela violência que sofre, tal como não são culpadas as mulheres estupradas por estarem com roupa curta ou os profissionais grevistas por exigirem seus direitos. Não, ninguém estava provocando, a violência policial não se justifica, a criminalização não é legítima. Nós do ADEP consideramos todos os presos como presos políticos, sabemos que a violência na favela é incomparável com a do asfalto, sabemos que os negros são os matáveis por excelência da nossa sociedade, sabemos que Rafael ainda está preso por ser negro. Mas isso não nos faz assinar embaixo da violência policial no asfalto, nem nos faz indiferentes às prisões arbitrárias de militantes que estão presos e processados por tomar parte nesta mesma luta de classes, de raça, de gênero, denunciando este Estado assassino. Defendemos Liberdade para Rafael Braga e arquivamento do processo dos 23, defendemos ainda Caio e Fábio, e toda luta anticárcere. Não culpamos a vítima pela violência que sofre, não assinamos embaixo de nenhum discurso midiático misógino ou contra o direito à autoorganização e autodefesa popular.