Anarquismo é coisa só para brancos!?

domingo-passos

Viva Domingos Passos, o Bakunin Brasileiro! Mais um de nossos heróis negros! E anarquista!!

Tem gente por aí dizendo que anarquismo é coisa de privilegiados burgueses brancos. Curioso que quando é conveniente, tal gente se alia a outros privilegiados brancos. Deixemos claro aqui que na esmagadora maioria, não são proletários falando de burgueses, mas pequeno-burgueses falando de pequeno-burgueses, afinal, isso é a região metropolitana do Rio de Janeiro e a maioria das pessoas é de trabalhadoras assalariadas do setor de comércio e serviços. Eu gostaria que essa gente viesse até minha casa e repetisse tal difamação olhando diretamente para minha cara. Vai ter anarquista mulato SIM! [Foda-se a origem da palavra mulato. O mulato sou eu e eu me chamo como quiser. Etimologia não é semântica.] Aliás, faz quatro anos agora que já tem, se depender só da minha pessoa. E o legal é que não depende só de mim. Viva a todos os anarquistas de origens não europeias! A nação da anarquia é o mundo! Nossa família é toda a humanidade!!

 

Esclarecimentos

O texto original foi retirado do ar porque as retaliações sofridas por mim estavam atingindo também meus companheiros de coletivo que nada tiveram a ver com minha iniciativa individual. Meu erro foi não ter deliberado junto ao coletivo do qual participo para que compuséssemos juntos a nota mais apropriada possível. Fora este erro, não volto atrás em nenhum outro ponto. Finco o pé por tudo que disse. Alguns membros da assembleia que gere a campanha pela liberdade de Rafael Braga Vieira estão incorrendo em oportunismo e outros membros estão se deixando influenciar. Os relatos de um dos fundadores corroboram o meu, de modo que não preciso prestar satisfações a nenhum outro fundador. Elenco aqui os dois motivos pelos quais postei o texto original:

1 – Procurei incentivar ativistas e manifestantes para que procurassem criar outras iniciativas de apoio à causa do Rafael Braga Vieira, pois a assembléia da Cinelândia não possui monopólio da causa e já tornou público seu antagonismo à causa de outros ativistas e coletivos. Como Rafael não tem culpa de nada disso e não merece ser prejudicado mais do que já o prejudica o estado, é imperativo que a campanha pela sua liberdade se multiplique antes que confusões internas a implodam. Para tal objetivo, a denuncia não poderia ser feita de forma privada, mas pública.

2 – Companheiros e amigos meus foram agredidos, difamados, repelidos e expostos ao perigo. Isto é inadmissível e não creio ser necessária justificativa além disso.

Se alguém entendeu que não há mais anarquistas na assembleia da campanha, peço desculpas por passar tal impressão errada, embora o texto original afirmasse o contrário. Se tais anarquistas acreditam que a melhor forma de ajudar Rafael Braga é continuando com a assembleia em vez de construindo iniciativa paralela, é de sua liberdade. Desses, aqueles tentaram varrer as denúncias para debaixo do tapete, esses não trilham o mesmo caminho que eu e, de mim, não merecem mais consideração alguma.

O texto original se encontra arquivado, podendo ser republicado quando eu quiser se assim achar apropriado, porém ficará oculto enquanto pessoas inocentes puderem ser pegas no fogo cruzado. Esta nota também não foi redigida em coletivo, o que mostra que a) eu não aprendo, mesmo e b) por responsabilidade dos meus atos individuais, preciso dar esclarecimento individual. Nenhuma outra pessoa está envolvida no que aqui expresso.

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UPDATE: O texto volta aqui a ser publicado.

A cooptação da Campanha pela Liberdade de Rafael Braga pela ex-querda oportunista.

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