Egoísmo como motivação é um erro

Renrits

Renrits Xam, o mais famoso propositor da ética empática e da coletividade.

NOTA: Só usei a imagem do Max Stirner porque ele é um dos três únicos egoístas que conheço de nome. Outra é a Ayn Rand e não tive a mínima coragem de ilustrá-la aqui. O terceiro seria Nietzsche, mas eu já tô cansado do bigodudo. Faz mais sentido usar a imagem do Stirner porque ele está dentro de um âmbito no qual eu ainda posso ter algo a concordar, mas não tem nada especificamente contra Stirner nesse post. É apenas uma crítica ao conceito de egoísmo em geral. FIM DA NOTA!

Até pouco tempo defendi que o ser humano era egoísta em suas motivações e que a solidariedade se dá pela empatia. Eu não posso mais manter tal postura. Posso admitir a existência do indivíduo como unidade de medida, mas não como unidade auto-suficiente, pois eu não consigo entender o ser humano observando-o isoladamente. Nem ao menos posso acreditar que o ser humano seja capaz de se desenvolver enquanto indivíduo fora da coexistência com os semelhantes. Nem mesmo posso acreditar no seu desenvolvimento fora de um meio, qualquer que seja. Não há uma substância “ser humano” que exista sem o que está ao seu redor. Continue lendo

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Jovens conservadores e valores vigentes

hqdefaultTítulo original: Da orientação de jovens e dos valores enquanto vigência e heterodoxia

Jovens conservadores parecem estranhos, mas na verdade, há uma explicação para que eles existam. Jovens querem aceitação. Eles querem estar certos. Se eles defenderem normas vigentes ou ao menos defendidas por aqueles em posição de autoridade, então garantem para si o sentimento da certeza. Na essência, não é diferente da motivação para jovens progressistas ou rebeldes. Estes querem entender por que as coisas em vigência não funcionam como deveriam e escolhem defender a mudança. No fim das contas, são duas formas de lidar com a frustração: o rebelde combate o motivo da frustração, enquanto o conservador busca um meio de evitá-la, se alinhando ao lado do mais forte.

 

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Enquanto os rebeldes que buscam nos jovens novos quadros são vistos como corruptores da juventude, os conservadores também buscam jovens quadros, mas isto é visto como normal, pois o conservadorismo é a norma dos valores na sociedade. O conservadorismo pode ser ensinado tranquilamente nas escolas, porém, como vemos hoje, até mesmo a menção da rebeldia na sala de aula é motivo de medo. Verdade seja dita, eu tive a sorte de entrar em contato com conteúdos “heterodoxos” na minha escola sem que alguém chiasse, embora tais conteúdos tenham sido dados en passant e de forma não muito fiel aos fatos. Verdade seja dita novamente, muita coisa “ortodoxa” também me foi ensinada de forma pouco fidedigna. Mas foi outra época. De qualquer forma, a diferença entre uma opinião favorável à orientação de jovens para a rebeldia ou o conservadorismo é puro relativismo. A maioria aprovará a reprodução dos valores que a maioria aprova. Isso até que algum impacto ocorra para mudar as estatísticas, mas não mudará o princípio de retroalimentação da maioria. Continue lendo